domingo, 24 de abril de 2011

Ao desejar Feliz Páscoa


Ao desejar Feliz Páscoa temos que ver, realmente, o que essa mensagem significa. No instante que nos lembramos da data vem em nossa mente: “Oba, feriado!Quatro dias sem trabalhar!!!”- nem todos, hoje , curtem essa data, já que o consumismo vem crescendo de forma desenfreada e as lojas abrem, se possível, até no dia que o homem diz comemorar a sexta santa. Depois, começam as compras dos ovos de chocolate, induzidas sempre com a imagem do coelho.E de onde vieram os mesmos. Numa pesquisa achei o seguinte:
A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egito. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. À figura do coelho juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente; e este é o sentido para a Páscoa, após a morte, vem a ressurreição e a vida. A Igreja no século XVIII, adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis.
Em 1215 na Alsácia, França, surgiu a lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que esta doente. E ainda hoje se tem o hábito de presentear os amigos com ovos, na Páscoa. Não mais ovos de galinha, mas de chocolate. A idéia principal ressurreição, renovação da vida foi perdida de vista, mas os chocolates não, ele continuam sendo supostamente trazidos por um coelhinho...(
http://www.jesusvoltara.com.br/atuais/pascoa_significado.html)
Hoje, se não tiver chocolate, para muitos, não tem sentido. As promoções chegam ao extremo de parcelar os chocolates até 10x, tal qual uma geladeira ou qualquer objeto que se faz necessário e que por motivos diversos, sempre relacionados ao pouco dinheiro que se ganha, chega a adquiri-lo desta forma, ficando amarrado a divida por um bom tempo. E Jesus onde se encontra neste disparate todo?
Sabe onde? Nas igrejas, onde os fiéis, fazem sua reflexão, nos filmes da sexta-feira, ou na Paixão de Cristo que acontece em Pernambuco e que agora está sendo televisionada .E em nossos corações, que deveriam se voltar para o que realmente o Filho de Deus passou e por que Ele passou e por quem? São tantas as perguntas a serem respondidas.
As atitudes impostas pela igreja e que ouço muito falar, como o jejum, o flagelo,  entre outras , até de não tomar  banho(uau), eu não concordo, pois muitos o faziam, mas o coração continuava o mesmo durante todos os demais 360 dias do ano. Hoje, debandou, avacalhou tudo que se relacionava a esta passagem de renascimento, de renovação.
Mas, ainda há tempo. Renove sua forma de ver o mundo e os irmãos que temos nele.Saiba que,podemos fazer a diferença, tomando certas atitudes que mudem a vida de alguém por alguns segundos ou pelo resto de sua vida.
Renove-se no AMOR, na PAZ, na ESPERANÇA, no CARINHO,seja você em várias ações, mas não esqueça de SER O OUTRO EM CRISTO JESUS.
Pense bem, sei que temos muitos que não acreditam em sua existência, como está registrado na antiga escritura, em forma de homem, Jesus veio ao mundo para mostrar quão grande era o amor de Deus por todos os seus filhos. Este homem viveu no anonimato por um determinado tempo, e na fase adulta começou a mostrar todo Seu poder, em busca de salvar as almas para seu (nosso)PAI.Assim o fez, mas a maioria não acreditou, como fazemos hoje.Só que sua penitência, foi maior do que podemos imaginar.Só em ser relatada em um filme, os corações ficaram aflitos, por ver tanta provação com uma dor inimaginável e muito  sangue.Eu penso nisso e me pergunto : será que merecemos? Fazemos por onde ter tanto amor ? A resposta está em nossa caminhada, tão curta que pode sim, fazer adiferença.
Esses dias, me deparei com uma cena de novela onde o personagem tomava uma atitude para com o próximo e foi chamado de santo.O mesmo disse que atualmente o homem anda tão ruim e egoísta que qualquer atitude generosa tomada é tida como santa. A que ponto chegamos.
Entretanto, ainda acredito que podemos fazer a diferença, mesmo que num gesto pequenino.Que a renovação, independente da Páscoa, seja revista no coração de cada um de nós. Tenho certeza que podemos sim, fazer alguém feliz e com isso praticamos o que nos foi ensinado há 1978( de acordo com o calendário cristão) anos atrás : O AMOR INCONDICIONAL DE DEUS.


sexta-feira, 18 de março de 2011

Como anda sua forma de ver o mundo? Veja a análise sobre discriminação por Rosana Jatobá.

não queria explicação. eu só queria entender até onde o ser humano pode ir com o "pré-conceito" sobre muito do que temos neste mundo. mas, já estou admitindo que o melhor é refletir, e mesmo que só uma pessoa pense igual a mim, já podemos fazer a diferença.
desejo que você, em doses homeopáticas faça a diferença e trate o seu semelhante como gostaria de ser tratado. sempre!
Beijocas
O INSUSTENTÁVEL PRECONCEITO DO SER! 
Em Debate 
Por Rosana Jatobá

Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos. 
Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso: 
- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só! 
- Então estarei em casa, repliquei ironicamente. 
- Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente. 
- A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista? 
- Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque. 
- Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos. 
- Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar... 
De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que, de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado. 
Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "cabeça chata", outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste. 
Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável. 
Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava: 
- O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte: 
 “O teu cabelo não nega, mulata 
Porque és mulata na cor 
Mas como a cor não pega, mulata 
Mulata, quero o teu amor". 
"É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem. 
A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constrangimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala. 
O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta: 
"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim: 
'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo). 
Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra, os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém". 
Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje? 
A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos", mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir: 
- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social! 
E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo? 
Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente: 
- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque! 
Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino: 
- Só podia ser loira! 
Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco: 
- Só podia ser judeu! 
A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia ... 
Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem". 
Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano. 
A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável. 
O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque, em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade. 
Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado: 
- Só podia ser mendigo! 
No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover: 
- Só podia ser bandido! 
Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo , no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros. 

PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos... 


Rosana Jatobá 

Rosana Jatobá, nascida em Campo Formoso , na Bahia, é jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo. Também apresenta a Previsão do Tempo no Jornal Nacional, da Rede Globo. 

Esse texto é parte da série de crônicas sobre Sustentabilidade publicada na CBN

sexta-feira, 11 de março de 2011

Textos que nos levam a refletir.

Nem tudo está perdido!
Muitos que me cercam compartilham da mesma concepção de mundo. E, ao nos comunicarmos pelo mundo virtual, recebo mensagens que me levam a refletir.
Hoje, ao me deparar com a devastação no Japão, comecei a me questionar o que de fato vale a pena. Como sempre, essa meditação é uma constante.Só que, não basta meditar. É preciso mudar.
Então, ao abrir meu e-mail, li uma mensagem que serve para pensar como estamos distantes uns dos outros. Tenho que mudar o meu modo de vida.

"O TEMPO PASSOU E ME FORMEI EM SOLIDÃO"
José Antônio Oliveira de Resende 
Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de pára-quedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... Casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas
– e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... Tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também.
Pra quê televisão? Pra quê rua? Pra quê droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... Era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa... A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... Até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas.. Pra quê abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos, do leite...
Que saudade do compadre e da comadre! 


Ainda, em muito do que praticamos lá em casa tenho essa referência. Ao chegar uma visita, e não são todas avisadas, temos o hábito de fazer aquele cafezinho (cuado, hummmmmmmmmm!) com a mesa recheada de guloseimas.
E a conversa flui. Sobre o clima, as famílias e seus problemas, os desabafos, risadas com piadas do cotidiano.Olha, é bom demais. São os pequenos gestos que fazem a diferença.
Temos, em minha família, o hábito de "pedir a benção". Seja onde for! Um bando de marmanjo, pedindo a benção aos mais velhos.Um dia desses tivemos essa atitude compartilhada num restaurante.Rsrsrsrsrsrs...bastava observar quem estava ao redor. Uma mesa enorme, e a cada pessoa ou grupo que chegava, eram diversas bençãos, abraços, beijinhos e espalhafatos deliciosos.
Portanto, mesmo com as casas trancadas ou por que não dizer trancados dentro delas, podemos fazê-la aquecida, sem esquecer do compadre e da comadre. E que venham os amigos e seus agregados.

terça-feira, 8 de março de 2011

Todo dia é dia...

...mas me fez lembrar de primeira da letra COr de rosa choque da Rita Lee
Nas duas faces de Eva
A bela e a fera
Um certo sorriso
De quem nada quer...

Sexo frágil
Não foge à luta
E nem só de cama
Vive a mulher...

Por isso não provoque
É Cor de Rosa Choque
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Não provoque!

Mulher é bicho esquisito
Todo o mês sangra
Um sexto sentido
Maior que a razão

Gata borralheira
Você é princesa
Dondoca é uma espécie
Em extinção...
Por isso não provoque
É Cor de Rosa Choque
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!

(e ainda é cor de rosa choque)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Ponto de vista


Eu já falei que vou parar de ver noticiários, mas não consigo. Afinal, é importante se inteirar da situação.
Só que revolta!
Uns dias atrás, me deparei com um secretário de alguma coisa em Florianópolis, se referindo a homenagem da escola de samba Grande Rio (afetada por um incêndio, acho que na semana passada), “A cidade está de luto”.
De luto???????????????
E aí, continuando a reportagem, as pessoas comentam com pesar a perda de alegorias de carnaval!!!
Sim, claro, é um dos espetáculos mais belos no mundo. Motivo de orgulho para muitos – hoje o que mais se vê é gente nua e muito estrangeiro aplaudindo, acreditando realmente que aqui é o paraíso do sexo, se não fosse assim, porque muitos são encontrados nas cidades litorâneas a procura da tal ‘diversão’? – mas convenhamos, o que realmente tem que nos deixar de luto neste mundo? O próprio Rio está de luto há muito tempo, pois além das catástrofes que até agora não foram sanadas – falo isso, sem me referir só as ocorrências deste ano de 2011 – , a cidade se encontra entregue, a mercê da marginalidade, que só se encontra detida, devido ao dinheiro esperado com a Copa do Mundo em 2014. Ou é para engolir que se deve a segurança da comunidade favelada, tão desfavorecida??? Estimo muito as ONG’s que exercem suas atividades acolhendo os desfavorecidos, estando ali de bom grado, em sua maioria, exercendo a cidadania que as autoridades nem procuram saber o real significado.
Luto? Fiquei entalada! E as pessoas advindas do caos devido às chuvas? Minha irmã passou por Nova Friburgo e relatou que é pior do que vemos na tela. Os vitimados do ano de 2010, por exemplo, tem problemas até agora sem moradia e dependendo de aluguéis prometidos pela prefeitura que não pagam aos locadores de imediato. Como bons negociantes, não podem viver de promessa, imagina sendo essa dos nossos governantes? E essa nova leva de desabrigados? O empenho é da comunidade, o povo brasileiro é solidário e fica condoído com a situação dos outros, mas quando a mídia ajuda, só focam aqueles repetidos a exaustão (por uma quinzena, mais ou menos), para manter a audiência e depois tudo fica bem escondido, esquecido. Sequer lembram dos que vivem permanentemente em situação de miséria devido a um problema existente desde que me entendo por gente. Falo dos nossos irmãos sertanejos. A nível de Sergipe, são 75.000 pessoas que estão passando fome devido ao solo seco e que não podem migrar para outros lugares. Vão viver de quê? E sem esquecer dos nossos líderes, não existe um projeto que chegue a sua execução para amenizar a situação destas pessoas. Claro, a população sertaneja é pequena, não faz cócegas no resultado das eleições.
Poxa! Queria gritar e ter retorno com uma atitude que saísse de nós, pessoas comuns que lutam pela sobrevivência no caos, dia-a-dia. É muito descaso.
Daí eu posso dizer que meu coração está de luto.Ver o que se passa, e exercer acima da cidadania o nosso papel de cristão, sendo despertado apenas com o que sai nos noticiários. Luto pelo egoísmo que floresce em todos os seres humanos, estamos olhando apenas para o nosso próprio umbigo, mesmo que o futuro diga que é necessário dar as mãos para lutar pela sobrevivência. Entretanto, o luto se torna uma coisa banal, pois as pessoas não se entristecem com um desabrigado que perdeu tudo, principalmente seus entes queridos ou aqueles que não estão próximos dos nossos olhos e vêem tudo ao seu redor morrer pela falta de água. E sim, pelo glamour de paetês, nas alegorias queimadas, que podem sim serem refeitas. E a vida quando se vai, quem poderá refazê-la?
Esse é apenas mais um capítulo para reflexão sobre nosso dia-a-dia. Mas um dia eu paro de ver os noticiários...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

E viva a tecnologia

Ano passado disse a mim mesma que iria criar um blog.Uma daquelas coisas que anotamos na agenda, colocamos como meta a ser alcançada e...deixamos de lado.
Hoje, olhando um blog sobre artesanato, dei um clique e já comecei a realizar mais uma das minhas façanhas no mundo virtual.Quem me conhece sabe que estou chegando lá.
O que pretendo postar?
Tudo junto e misturado.Uma mistura fina com artesanato, desenvolvidos em casa com minha amada mãe, minhas reflexões sobre o que acontece no mundo e algumas experiências vividas, junto com cultura, história, curiosidades.Quem sabe!?!?!?!?!
Espero debates, comentários e trazer informações úteis que façam a diferença.
Isso é que me deixa feliz ao utilizar a tecnologia: toda forma de pensar está exposta e podemos viajar em vários mundo sem sair da frente de uma tela.
Navegar é preciso...