Estou com um caixote cheio de agendas e cadernos para revisar, devido a falta de espaço de mantê-los comigo. Que dó!!!!
Daí , eis que me lembrei desse espaço virtual que, creio eu, depois de tantas tecnologias feiticeiras, ficou um pouco esquecido pela maioria. Mas, para aquele que , como eu , possuem reflexões, sejam próprias ou alheias, vale cada passagem aqui registrada.
Creio que o começo foi, quando pirralha, de guardar fotos dos artistas da minha época da tietagem (Menudo, Dominó, e vários outros da década de 80/90). E fui colecionando fotos, depois lia mensagens e me interessava pelo que as mesmas transmitiam, recortava da revista ou , simplesmente, "passava a limpo" fazendo algo que me identifico até hoje, escrever. E com lápis grafite de preferência.
Se vier por aqui, dê um oi e seja bem vindo aos registros dos registros de uma vida comum. Que ama refletir .
E o tempo passou, pulando eu para janeiro de 2021.
Sobre 2020...o que dizer?
Dessa vez, existe algo que nos conectou de fato com o mundo todo. E olhe que, caso a gente fosse colocar em pratica o que diz a música gravada pela eterna Elis Regina, os marcianos iam repensar a vontade de nos conhecer.
Pandemia instalada, diga-se de passagem, até o presente momento, e milhões tratando com um quê de resistência e teimosia diante das regras para proteção que, foge totalmente de uma explicação lógica. Não é de hoje que se fala sobre viver pensando e agindo coletivamente. Entretanto, o pensamento que que existe nesses humanos sobre o livre arbítrio é algo avassalador, desigual e egoísta.
Nem a retrospectiva dos acontecimentos nos faz pensar em querer explanar mais ainda sobre as dores e dissabores causados por tantas mortes e uma desestrutura geral em todas as esferas da terra que, por sua vez está pautada na grande maioria da faixa territorial que ainda possui, no mundo consumista e seus efeitos negativos em terras de tantos cegos. Àqueles que ainda enxergam.
No meu cantinho, cá estou eu querendo descarregar o meu pensar, num espaço que só entra quem realmente quer uma troca de pensamentos em palavras aqui depositadas, sem a dependência do melhor filtro, storie ou selfie. Na pademia, veio o cansaço da mesmice que ronda essa nuvem, tão poderosa e rica em informações bacanas. Na pandemia veio a possibilidade de pensar e colocar em práticas atitude fora da caixinha das tendências.
Enfim, nessa jornada, quero ser mais produtiva. Nesse blog, com a melhora da construção de textos explanando pensamentos diversos
Quem me acompanha?
"Alô, alô marciano(...)🎼"
quarta-feira, 18 de março de 2020
Anne Shirley Cuthbert...
... nome completo está associado a encrenca no mundo cinematográfico.
Eu amei cada momento que a personagem Marila chamava a Anne, com E no final, por seu novo nome completo. Era o cheirinho maravilhoso de que novas aventuras irião acontecer ou problemas seriam resolvidos com amor.
Série Netflix, baseada no livro de 1908 Anne de Green Gables, de Lucy Maud Montgomery, traz uma criança, pré-adolescente em nossos tempos, que chega numa comunidade que a hostiliza por ser órfã, rejeitada por ser menina pelos pretendentes a tutores, discriminada no colégio com o bullying por ser tida como feia e falante, na educação escolar do século XIX só o professor podia falar, ela conseguiu mudar aos poucos sua história com a bagagem que já trazia das tantas idas e vindas do orfanato nefasto e das casas por onde passou, praticamente como uma escrava.
Nossa como Anne me cativou! Ela e todos os personagens dessa história que, nos leva a pensar de onde a escritora, de um século tão conservador, conseguiu trazer as mazelas da sociedade inseridas num grupo juvenil , onde a maturidade chegava de forma imposta , pré-determinada, sem nenhuma perspectiva adiante que não fosse sr um ser servil. Meninas criadas para casar, homens criados para serem machistas e donos de tudo e todos.
Além do bullyng e machismo já citados, encontramos no seriado, outras mazelas que são bandeira de nossas lutas em pleno 2020, onde ainda há muito a trilhar. A homofobia e o racismo também são expostos na trama e combatidos bravamente pela ruiva sardenta e por alguns de seus colegas de turma.
Em contrapartida, mesmo com tantas adversidades em sua história, a Anne tirava leite de pedra por que nunca deixou de ler. Mesmo sem ser dada a oportunidade que lhe cabia, ela conseguiu, aplacar as tristezas, navegando nas histórias que conseguiu conhecer através dos livros. Muitas vezes, fazia delas aliadas perfeitas para driblar algumas das situações pelo que passava.
Ontem, assistimos, minha mãe virou cativa da trama também, o último capítulo dessa maravilha televisiva, com gosto de quero mais. Porém, paramos na terceira temporada que, mesmo com toda dó do mundo, creio não ter sentido continuar.
Entretanto, a Anne de Green Gables, atiçou nossa imaginação.Em tempos tão remotos, ao conseguir fazer isso, traz um afago para a alma.
E... quem disse que eu já não continuei os próximos capítulos da ruivinha amada por minha conta ?
Imagens coletadas via Pinterest.
Carrego seu coração comigo...
Carrego seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração
Nunca estou sem ele
Onde eu for, você vai, minha querida
Não temo o destino
Você é meu destino, meu doce
Não quero o mundo pois, beleza
Você é meu mundo, minha verdade
Eis o segredo que ninguém sabe
Aqui está a raiz da raiz
O broto do broto
E o céu do céu
De uma arvore chamada vida
Que cresce mais do que a alma pode esperar
Ou a mente pode esconder
E esse é o prodígio
Que mantem as estrelas a distancia
Carrego seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração.
Momentos onde a tempestade se instala em nosso ser, o maior combate é a oração, é buscar, lá no fundo, bons pensamentos, transmissão de amor para os meus, os seus e os nossos...
Quem concorda? Quem ainda encontra seres iluminados desse jeito?
Sei que são palavras bonitas e as vezes soam como hipócritas para muito. Porém, na caminhada, podemos sim nos deparar com pessoas e suas histórias sofridas, cheias de desafios , de "nãos" ,de preconceito e todo seu fardos e, mesmo assim, não carrega a alma das mazelas. Vive, faz sua caminhada e é capaz de fazer bem/feliz que te cerca.
São seres sábios, de fé, que tentam equilibrar o que ocorre, respiram fundo e não derem ninguém. É lindo! Abençoadas sejam essas almas.
Eita que a gente viaja. Quem lê e reflete tem a mania de pensar. Pois bem, sempre, no período junino, gosto de ouvir o álbum do Sr. Lua, Eu e Meu Pai de 1979. Nele, um dos tantos clássicos do saudoso Luiz Gonzaga, A vida do viajante. Daí, essa cabeça que também viajante, sem sair do lugar,prestou atenção, mais ainda, no que era a vida dos nossos atuais velhos.
Atualmente, o ancião nascido em outras épocas, a depender de onde essa criatura tenha vindo, é incompreendido, abandonado, esquecido ou tratado com indiferença por serem, na visão das novas gerações, como ignorantes por não entenderem a modernidade. Entretanto, se a gente chega a pensar como foi a linha do tempo de milhares deles, vamos apreciar, ponderar e, principalmente, respeitar suas histórias. Muito do que foi erguido em nosso país, tem as mãos calejadas de quem foi oriundo daqueles que só conheciam o “chicote no lombo”. Somos uma nação desenvolvida dessa forma, não adianta negar.A escravidão brasileira não ficou apenas no povo negro da nossa terra. Fosse um matuto/caboclo, fosse no norte ou no sul, subjugado ao dono da terra, tinha muito “pau no lombo” sim! Quer dizer,ainda tem. Eles se“desenvolveram” sem saber que direito deve ser nosso sobrenome. Que dirá o que é ser cidadão.Viveram sim, o tradicionalismo imposto sem perdão, ajoelhando no milho por qualquer coisa que, relatadas, causam espanto. Claro!
Somos de uma outra época, ainda com muita luta, com diferenças gritantes, as vezes com as mesmas condições. Só que , com um detalhe: estamos tentando tirar o nariz todo de dentro d’água. Esses homens e mulheres dos 70, 80, 90 e 100 anos até, que temos a honra de conhecer, são história viva, quando o Alzheimer deixa, mesmo com o quê da ignorância por nós definida. Sendo a mesma, a realidade normal de outrora. Então, cabe pensar e indagar: esse legado não merece respeito?
Na minha opinião sim!
Se uma criança de três anos já tem sua posição diante de uma formação consciente, é obvio que os idosos não mudam suas opiniões. Muitos dos nossos velhos, ainda lúcidos, precisam sim de “corretivos” diante de certas atrocidades tidas como normais na época de sua juventude. Já outros são aqueles com a mente aberta, ainda sedentas pelas novidades e adaptações do século XXI, tentando se adequar para seu próprio bem e dos demais ao seu redor. Ou, aqueles que mesmo ignorando o novo, respeitam o ir e vir da maioria, apreciam e comparam com seu histórico. Não concordam muito e ficam contidos, admirados com a evolução.
Concluindo, como a vida do viajante me fez refletir nesse universo? Luiz Gonzaga pede ao seu filho Gonzaguinha que nunca esqueça de onde ele veio e onde tudo começou, com seu avó Januário e seu legado. Então, reveja o legado dos que te cercam, abrande o que for mais suave, corrija o que precisa
ser corrigido, sem crucificar os mesmos. Pois, muitos deles não sabem o que fazem.
Ouvindo A Casa é sua do Arnaldo Antunes, comecei a pensar...
Não existe algo mais íntimo que a nossa casa. E para compartilhar, precisa ser com quem a gente ame, respeite e queira bem.
Ao se expressar em palavras e verbalizar "a casa é sua", estamos dando um pedacinho de nós mesmos para que a pessoa/pessoas usufruam do aconchego que é capaz de existir entre quatro paredes. Eu sinto assim.
A música do Arnaldo Antunes traz a necessidade de ter o bem querer nesse espaço. Aqui em casa, já enviei mensagens para meus amores com essa música. Meus amores, que se entenda, pessoas amigas que possuem sim, uma extensão desse espaço . Do nosso tesouro.
Pena que nem todas as casas sejam lares. Lamentável!
Tem muita palafita que, na verdade, é um palacete. Cheio de amor, compreensão, sonhos e fé. A casa é algo singular, cada pessoa tem seu jeitinho de arrumar, de fazer dele o melhor canto do mundo. E, quando você é convidado a existir dentro deste local, você adentra no mundo desse outro alguém.
Atualmente é privilégio de poucos. Que exista esse tantinho pra você também! Por aqui, as pessoas do nosso convívio já disseram que nossa casa é muito aconchegante.
Não existe elogio melhor.
Valorize seu cantinho!
Curta cada momento e agradeça por um local onde você pode descansar a cabeça, o corpo e a alma.
Segue a letra da música do Arnaldo Antunes, A casa é sua:
Não me falta cadeira
Não me falta sofá
Só falta você sentada na sala
Só falta você estar
Não me falta parede
E nela uma porta pra você entrar
Não me falta tapete
Só falta o seu pé descalço pra pisar
Não me falta cama
Só falta você deitar
Não me falta o sol da manhã
Só falta você acordar
Pras janelas se abrirem pra mim
E o vento brincar no quintal
Embalando as flores do jardim
Balançando as cores no varal
A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio
Não me falta banheiro, quarto
Abajur, sala de jantar
Não me falta cozinha
Só falta a campainha tocar
Não me falta cachorro
Uivando só porque você não está
Parece até que está pedindo socorro
Como tudo aqui nesse lugar
Não me falta casa
Só falta ela ser um lar
Não me falta o tempo que passa
Só não dá mais para tanto esperar
Para os pássaros voltarem a cantar
E a nuvem desenhar um coração flechado
Para o chão voltar a se deitar
E a chuva batucar no telhado
A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio